Bancos Aumentam Provisão Para Perdas Com Crédito
No contexto atual da economia brasileira, as Perdas Com Crédito tornam-se um tema de grande relevância para os grandes bancos do país.
No segundo trimestre de 2026, a inadimplência acima de 90 dias apresentou um crescimento alarmante, levando instituições financeiras como Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander a reverem suas estratégias de provisionamento.
Neste artigo, abordaremos as medidas adotadas pelos principais bancos e as implicações desse cenário sobre o crédito e as famílias brasileiras, que enfrentam um aumento expressivo em seu endividamento.
Crescimento das Provisões para Perdas com Crédito no 2º Trimestre de 2026
No segundo trimestre de 2026, o cenário macroeconômico continuou pressionando o crédito no Brasil, com juros ainda elevados, famílias mais endividadas e inadimplência acima de 90 dias em alta.
Esse ambiente levou os grandes bancos a reforçarem suas provisões para perdas com crédito, buscando proteger resultados e manter a qualidade dos balanços.
A exceção ficou com o Itaú, que preservou uma postura mais estável, enquanto Banco do Brasil, Bradesco e Santander ampliaram a prudência diante da piora da carteira.
Escalada da Inadimplência e Endividamento das Famílias em 2026
Em julho de 2026, a inadimplência total atingiu 4,9%, o nível mais alto desde 2011, refletindo a perda de fôlego da renda das famílias O endividamento avançou para 82% dos lares, pressionando orçamentos e elevando o risco de crédito no sistema financeiro Nesse contexto, o Banco do Brasil viu sua inadimplência acima de 90 dias saltar de 4% para 5,6%, enquanto o Santander registrou avanço de 2,6% para 3,3% Já o Itaú manteve a estabilidade em 1,9%, evidenciando um perfil de carteira mais conservador
Detalhamento da Inadimplência Acima de 90 Dias por Banco
A inadimplência acima de 90 dias em julho de 2026 mostrou uma divisão clara entre os grandes bancos, enquanto a pressão do crédito cresceu no sistema.
- Banco do Brasil 5,6%, acima de 4% no ano anterior, refletiu forte deterioração na carteira de varejo e exigiu maior provisão para perdas.
- Santander 3,3%, ante 2,6%, avançou de forma gradual, indicando piora consistente na pessoa física e maior cautela na concessão.
- Itaú 1,9% manteve estabilidade, sustentado por política seletiva e controle mais rígido de risco, mesmo com a inadimplência setorial em alta.
Em resumo, o aumento das provisões para perdas com crédito reflete o cenário preocupante da inadimplência no Brasil.
As instituições financeiras estão se ajustando para enfrentar um futuro incerto, enquanto as famílias buscam equilibrar suas finanças em meio ao crescente endividamento.