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	<title>Arquivos afrouxamento monetário - VN</title>
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	<title>Arquivos afrouxamento monetário - VN</title>
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		<title>Corte da Taxa Selic Traça Futuro Econômico Desconhecido</title>
		<link>https://valorizeinoticias.com/corte-da-taxa-selic-traca-futuro-economico-desconhecido/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Andre]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Aug 2026 20:01:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia e Finanças]]></category>
		<category><![CDATA[afrouxamento monetário]]></category>
		<category><![CDATA[Selic]]></category>
		<category><![CDATA[taxa de juros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Corte Taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 14,25% para 14%, indica o início de um ciclo de afrouxamento monetário pelo Copom. No contexto de volatilidade externa, como a guerra no Oriente Médio e as eleições no Brasil, a decisão reflete uma avaliação cautelosa da economia. O<a class="moretag" href="https://valorizeinoticias.com/corte-da-taxa-selic-traca-futuro-economico-desconhecido/"> Read more&#8230;</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Corte Taxa</strong> Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa de 14,25% para 14%, indica o início de um ciclo de afrouxamento monetário pelo Copom.</p>
<p>No contexto de volatilidade externa, como a guerra no Oriente Médio e as eleições no Brasil, a decisão reflete uma avaliação cautelosa da economia.</p>
<p>O artigo abordará as implicações desse corte, as melhorias observadas nos indicadores econômicos e as preocupações emergentes sobre as expectativas de inflação para prazos mais longos, além de projetar um cenário futuro para a economia brasileira até 2026.</p>
<h2>Redução da Taxa Selic para 14%</h2>
<p>O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14%, em um movimento que reforça a tentativa de estimular a economia sem perder o controle sobre os preços.</p>
<p><u><strong>Essa é a menor taxa desde 2025</strong></u>, e o corte ocorreu com cautela diante de um cenário ainda volátil, marcado por tensões no Oriente Médio e pela incerteza política no Brasil.</p>
<p>Ao mesmo tempo, o Banco Central reconheceu avanços em indicadores como inflação e emprego, embora ainda veja risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos.</p>
<p>Assim, o alívio monetário pode ajudar famílias e empresas no curto prazo, mas sem afastar a atenção sobre a trajetória dos preços e os próximos passos da política monetária.</p>
<ul>
<li><strong>Crédito mais barato</strong></li>
<li><strong>Maior estímulo ao consumo</strong></li>
<li><strong>Melhora gradual nos investimentos</strong></li>
</ul>
<h2>Início Cauteloso do Ciclo de Afrouxamento Monetário em Março</h2>
<p>O ciclo de afrouxamento monetário iniciado em março de 2024 começou com cautela porque o Banco Central precisou equilibrar a melhora de alguns indicadores domésticos com um ambiente externo e político ainda instável.</p>
<p>De um lado, a inflação mostrou sinais de desaceleração e o mercado de trabalho seguiu robusto; de outro, a autoridade monetária manteve atenção redobrada à pressão sobre câmbio, preços administrados e expectativas de inflação mais longas, que vinham mostrando sinais de desancoragem.</p>
<p>Assim, o corte inicial foi de <strong>0,25 ponto percentual</strong>, levando a Selic para <strong>14%</strong>, em vez de uma flexibilização mais agressiva.</p>
<ul>
<li><strong>Instabilidade geopolítica</strong>, com a guerra no Oriente Médio elevando o risco de choque em energia e commodities</li>
<li><strong>Incerteza eleitoral no Brasil</strong>, que aumentou a volatilidade dos ativos e dificultou a previsibilidade fiscal</li>
<li><strong>Pressão sobre as expectativas de inflação</strong>, especialmente nos prazos mais longos</li>
</ul>
<p>Além disso, a leitura do cenário internacional exigiu prudência.</p>
<p>A valorização do dólar e a maior aversão a risco afetaram o real, enquanto o Banco Central buscava preservar credibilidade em um momento em que o mercado já discutia se haveria novo corte para <strong>13,75%</strong> ou manutenção da taxa.</p>
<p><a href="https://www.bcb.gov.br/" alt="Banco Central do Brasil">Banco Central do Brasil</a> e <a href="https://www.bcb.gov.br/content/publicacoes/ref/202504/RELESTAB202504-refPub.pdf" alt="Relatório de Estabilidade Financeira de abril de 2025">Relatório de Estabilidade Financeira do BC</a> reforçam esse quadro de atividade resiliente, mas ainda sujeita a riscos relevantes.</p>
<h2>Melhorias nos Indicadores Econômicos: IPCA e Emprego</h2>
<p><p>Os <strong>dados mais recentes de inflação e emprego</strong> ajudaram o Banco Central a reduzir a Selic em 0,25 ponto, para <strong>14%</strong>.</p>
<p>O IPCA vinha desacelerando e já mostrava um avanço anual mais perto da meta, enquanto o mercado de trabalho seguia forte, com criação de vagas formais e renda sustentada.</p>
<p>Esse conjunto diminuiu a pressão sobre os preços sem derrubar a atividade, o que abriu espaço para um corte mais cauteloso.</p>
</p>
<p>Ao mesmo tempo, a autoridade monetária avaliou que a melhora não era suficiente para acelerar demais o afrouxamento.</p>
<p>As expectativas para prazos longos ainda preocupam, porque a inflação pode voltar a subir se a demanda reagir com força.</p>
<p>Por isso, o Copom preferiu agir com prudência, equilibrando alívio para o crédito e vigilância sobre o cenário fiscal e externo.</p>
</p>
<table>
<thead>
<tr>
<th>Indicador</th>
<th>Valor atual</th>
</tr>
</thead>
<tbody>
<tr>
<td><strong>IPCA em 12 meses</strong></td>
<td><strong>aprox.</p>
<p>3,8%</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Criação de vagas em 2024</strong></td>
<td><strong>saldo positivo e acima do ano anterior</strong></td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Selic</strong></td>
<td><strong>14%</strong></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Assim, a queda da inflação e a geração de empregos sustentaram o corte, mas sem eliminar a cautela do Copom.</p>
</p>
<h2>Preocupações com a Desancoragem das Expectativas de Inflação</h2>
<p>As <strong>expectativas de inflação</strong> de longo prazo representam a inflação que empresas, famílias e investidores projetam para os próximos anos, e não apenas para os meses seguintes.</p>
<p>Por isso, o Banco Central acompanha esse indicador com atenção, porque ele influencia preços, salários, contratos e a formação das taxas de juros.</p>
<p>Quando essas expectativas ficam próximas da meta, a economia tende a operar com mais previsibilidade.</p>
<p>Porém, se o mercado passa a acreditar que a inflação ficará persistentemente alta, ocorre a <strong>desancoragem</strong>, e a confiança na capacidade da autoridade monetária de controlar os preços enfraquece.</p>
<p>Nesse cenário, agentes econômicos reajustam valores de forma preventiva, o que alimenta novas pressões inflacionárias.</p>
<p>Além disso, a desancoragem pode exigir juros mais altos por mais tempo, encarecendo o crédito e reduzindo o investimento.</p>
<p><u><strong>Por isso, monitorar expectativas é essencial para preservar credibilidade, estabilidade e crescimento sustentável</strong></u>.</p>
<h2>Cenários para a Selic em 2024-2025</h2>
<p>No cenário de <strong>manutenção da Selic em 14%</strong>, o Banco Central preserva uma postura cautelosa diante da inflação ainda sensível, das expectativas desancoradas para prazos mais longos e da volatilidade externa, como a guerra no Oriente Médio.</p>
<p>Assim, o comitê ganha tempo para observar a atividade, o IPCA e o mercado de trabalho, que seguem mostrando melhora, mas sem sinalizar folga suficiente para acelerar cortes.</p>
<p>Esse caminho tende a sustentar o custo do crédito e a frear o consumo, embora ajude a ancorar as expectativas e reduzir a pressão sobre o câmbio.</p>
<p>Já o cenário de <u><strong>novo corte para 13,75%</strong></u> dependeria de uma leitura mais favorável da inflação e de maior confiança na convergência das expectativas ao centro da meta.</p>
<p>Nesse caso, o Copom indicaria que a desaceleração da economia em 2026 pode ser administrada com juros menores, sem comprometer o controle de preços.</p>
<p>O efeito seria uma melhora gradual nas condições financeiras, com impacto positivo sobre investimento e setores sensíveis ao crédito, mas com risco de reacender dúvidas se a desinflação perder força.</p>
<h2>Expectativa de Desaceleração Econômica em 2026 e Sinais Mistos entre Setores</h2>
<p>A economia brasileira deve crescer menos em 2026, refletindo a combinação de juros ainda elevados, menor impulso do crédito e um ambiente externo mais instável.</p>
<p>Projeções recentes apontam expansão perto de 1,6% a 2,0%, abaixo do ritmo observado em 2025, o que indica perda de fôlego ao longo do ano.</p>
<p>O próprio Banco Central mantém a estimativa de alta de 1,6% para o PIB de 2026, enquanto análises de mercado, como a da XPI, mostram que o avanço veio mais forte no início do ano, mas tende a desacelerar adiante<a href="https://www.bcb.gov.br/content/ri/relatorioinflacao/202603/rpm202603b2p.pdf" alt="Projeções para a evolução do PIB em 2026 do Banco Central">projeções do PIB para 2026</a></p>
<blockquote><p>source: Banco Central do Brasil</p></blockquote>
<p> Nesse contexto, a <strong>desaceleração econômica</strong> não significa recessão, mas sim crescimento mais moderado e seletivo, com empresas e famílias reagindo de forma diferente ao custo do dinheiro e à renda disponível</p>
<p>Quando se fala em <strong>sinais mistos</strong> entre setores, entende-se que alguns segmentos continuam sustentando a atividade, enquanto outros já mostram perda de dinamismo.</p>
<p>A <u>indústria</u> pode sentir mais os efeitos do crédito caro e da demanda arrefecida, especialmente em bens duráveis, ao passo que a <u>agropecuária</u> tende a responder melhor em anos de safra favorável.</p>
<p>Já os <u>serviços</u> costumam ser mais resilientes, pois dependem diretamente do mercado de trabalho e da massa de renda, mas também podem desacelerar se o consumo das famílias perder força.</p>
<p>Assim, o cenário de 2026 deve ser de crescimento desigual, com alguns setores sustentando o PIB e outros operando em ritmo mais lento</p>
<p><strong>Em resumo</strong>, o corte na taxa Selic representa um movimento estratégico diante de incertezas econômicas.</p>
<p>O acompanhamento das expectativas de inflação e do desempenho da economia será crucial para as decisões futuras do Copom.</p>
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